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segunda-feira, 7 de julho de 2014

TEMA: A INVERSÃO DA CONVERSÃO
TEXTO: Atos 2. 41-42
INTRODUÇÃO
Os Guinness, um dos profetas da modernidade, escreveram no início da década de oitenta um artigo intitulado Cuidado com a jiboia. Neste artigo, ele comenta os perigos e desafios da modernidade para a fé cristã, e compara estes perigos ao abraço da jiboia que mata suas vítimas estrangulando-as devagar, sem nenhuma pressa. Para ele, a modernidade vem fazendo com o cristianismo aquilo que Nero, Dioclesiano e outros tentaram fazer através da violência e perseguição e não conseguiram. A modernidade vem lentamente estrangulando a fé e o espírito cristão sem que a cristandade se dê conta do abraço da jiboia e apresente qualquer resistência.
Um dos fenômenos modernos que vem me chamando a atenção é o do velho tema da conversão. No passado, a experiência da conversão era caracterizado por uma reforma radical da vida. O convertido era alguém que renunciava o pecado, o mundo e a carne para viver para Cristo, obedecendo a sua Palavra, buscando fazer a sua vontade, negando a si mesmo e se afirmando pela fé em Cristo. Éramos convertidos a Cristo. Na linguagem de Isaías, esta conversão envolvia uma transformação dos nossos caminhos e pensamentos, levando-nos a considerar como superiores e melhores os caminhos e os pensamentos de Deus.


1)  Conversão não é mudar de igreja, denominação ou religião; é mudar de caminho!

A modernidade vem lentamente mudando este conceito. Eu diria que hoje, o fenômeno mais comum que observo em muitos testemunhos cristãos, não é mais o de nossa conversão a Cristo mas a conversão de Cristo a nós. Digo isto porque o que normalmente ouvimos, nos relatos das experiências de muitos cristãos modernos, são histórias das ações de Deus em suas vidas resolvendo seus problemas, curando suas enfermidades, livrando-os do mal e dos perigos, abrindo portas para novas oportunidades, abençoando seus planos e projetos. Obviamente isto não tem nada de mais, é a expressão mais legítima da presença cuidadosa de Deus em nossas vidas. No entanto, quando tornamo-nos o centro das ações de Deus e julgamos que sua existência só é justificada pelos benefícios que recebemos dele, invertemos a ordem da conversão e, ao invés de sermos convertidos a Cristo, é ele quem se converte a nós, transformando-se numa espécie de "grande mágico" ocupado em tornar nossa vida melhor e mais agradável.
Por outro lado, me chama também a atenção a ausência cada vez maior de testemunhos que expressem as mudanças e transformações da vida e do caráter, que demonstrem a disposição do coração e da alma humana em se deixar moldar pela natureza divina, testemunhos que apontem para uma conversão de nós a Cristo. Somos pecadores, a queda maculou a imagem de Deus em nós, nosso caráter foi corrompido e nos tornamos, por natureza, "filhos da desobediência", rebeldes e egoístas, sem um referencial externo que nos apontasse o caminho de volta para Deus e para a reconstrução da "Imago Dei".

2) Conversão não implica estabelecer propósitos pessoais, mas sim em voltar ao propósito original do Criador!

Jesus Cristo, o varão perfeito, o Filho do homem, que manifestou através da encarnação a mais plena e completa humanidade, viveu entre nós para ser o caminho que nos leva de volta ao propósito do Criador, o referencial que precisamos. A conversão, ou numa expressão mais comum entre nós, o "aceitar a Cristo", significa permitir que a vida de Cristo seja agora, pelo poder do seu Espírito, vivida por nós, convertendo-nos e transformando-nos em criaturas novas a fim de afirmarmos como o apóstolo Paulo: "Não mais eu, mas Cristo vive em mim".
Esta afirmação não significa que Paulo havia perdido sua identidade própria, passando a ser uma espécie de marionete ou "zumbi" religioso. O que ele afirma é que foi convertido a Cristo, sua vida foi transformada por Cristo, seus desejos, emoções e vontade, foram e estavam sendo reordenados aos propósitos do Criador. Paulo não estava preocupado se Cristo iria atender todas as demandas de sua vida e ministério, satisfazer suas necessidades ou atender suas exigências pessoais. Paulo estava interessado naquilo que Cristo estava fazendo em sua vida, nas mudanças que o Evangelho havia realizado em seu coração e alma. Paulo mantinha seu olhar sempre fixo em Cristo, deixando para trás tudo aquilo que o mantinha preso no seu passado para experimentar, dia após dia, o poder da ressurreição que fazia dele um novo homem.
A conversão de Cristo a nós é perigosa. É uma inversão que nos coloca numa situação de enorme risco. No salmo 106 há uma advertência contra isto. O povo de Israel foi grandemente abençoado por Deus que os libertou do Egito e dos seus opressores. No entanto, logo se esqueceram de tudo o que Deus lhes havia feito e se entregaram a suas paixões, fazendo o que desejavam. Em meio a esta busca de sua própria realização, lutando pelo seu "direito de ser feliz", fizeram suas orações pedindo para que Deus abençoasse seus desejos desordenados e seus caminhos falsos. Diante disto, o salmista afirma que "Deus lhes concedeu o que pediram, mas fez definhar-lhes a alma". As consequências de uma conversão de Cristo a nós podem nos levar ao abismo mais profundo do egoísmo humano e nos afastar da vida liberta e verdadeiramente humana que Cristo nos oferece.

3) Conversão não significa mudar quem Deus é; Conversão é mudar quem nós somos.

A conversão nunca é o processo de transformar Cristo numa espécie de "gênio da lâmpada", que existe apenas para atender nossas demandas e necessidades. Este caminho inverso pode parecer fascinante, nos dá a sensação de ter à nossa disposição alguém forte e poderoso para nos defender, atender aos nossos interesses, satisfazer nossos desejos e alimentar nosso ego insatisfeito e frustrado. Não nego o amor de Deus e seu desejo enorme de nos abençoar, mas o caminho da conversão continua sendo o da nossa transformação em Cristo, da reconciliação com Deus, da renúncia ao pecado, da sujeição ao senhorio de Cristo, da obediência à sua Palavra e da santidade do caráter. É a transformação da nossa natureza caída na imagem de Deus, é ser cada dia mais parecido com Jesus.
A advertência de Os Guinness é real. A jibóia está aí estrangulando os cristãos, lenta e silenciosamente. A busca pela auto-realização, o narcisismo religioso, a sedução da propaganda, têm invertido o conceito da experiência mais primária da fé cristã. Se começamos pelo caminho inverso, correremos o risco de ver nossa alma definhada. Cuidado com a jibóia. Amem.
Pr. Luiz Fernando Massunaga

Comunidade Bíblica adoração, Bauru, 06 de Julho de 2014.

segunda-feira, 16 de junho de 2014


Tema: Pedro, Tu me amas?

Texto: João 21. 15-17.

“ 15 Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros. 16 Tornou a perguntar-lhe pela segunda vez: Simão, filho de João, tu me amas? Ele lhe respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Pastoreia as minhas ovelhas. 17 Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ele lhe ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas, tu sabes que eu te amo. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas.

Introdução

Este encontro entre Jesus e Pedro, que ocorre após a ressurreição de Cristo, é importante porque ele nos revela como Deus exalta aqueles são capazes de reconhecer seus pecados. De fato só há exaltação para os que se humilham.

Pedro havia sido dominado pela fraqueza e veio a negar que era um dos discípulos de Cristo por três vezes. Certamente a consciência de Pedro o acusava ao se lembrar deste fato. É terrível a experiência de sermos réus de nossa própria consciência. Pedro certamente sentia-se assim.

Nestes versículos que lemos, Jesus conduz Pedro a ter uma experiência que removeria a mancha do pecado que aquele discípulo cometeu ao negar a Cristo por três vezes.

Uma vez que Pedro havia pecado publicamente, também era importante que fosse restaurado publicamente diante dos outros discípulos de Cristo. Uma vez que Pedro havia negado por três vezes a Cristo, Jesus também lhe faz por três vezes a mesma pergunta.


Mas quem era Pedro?

Os registros dos evangelhos acerca de Pedro nos mostram que este discípulo tinha muitas qualidades positivas e algumas negativas, como qualquer pessoa.

Pedro tinha discernimento das coisas espirituais. Em Mateus 16:13 Jesus faz uma pergunta aos seus discípulos: “Quem diz o povo ser o filho do homem?”. Os discípulos responderam: “—Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta. 15 —E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? —perguntou Jesus. 16 Simão Pedro respondeu: —O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo.” (Mateus 16:14-16 NTLH). Ao dar esta resposta, Jesus faz uma surpreendente declaração acerca de Pedro, em Mateus 16:17: “ —Simão, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu.” As declarações de Jesus nos mostram que Pedro era um homem que recebia discernimento de Deus.

Pedro tinha um temperamento forte. Ele revela isso quando os soldados vem prender a Cristo. Pedro saca uma espada e corta a orelha de um dos soldados. Jesus o exorta e se entrega pacificamente aos soldados, pois sabia que o que estava acontecendo fazia parte do plano de Deus para sua vida.

Pedro mais tarde revela suas fraquezas, pois dominado pelo medo e falta de fé, nega a Cristo por três vezes. As negações de Pedro nos mostram que não podemos nos achar fortes e prepotentes. Em nós mesmos nada temos, pois somos apenas vasos de barro. Podemos pecar quando estamos na carne, podemos falhar quando estamos sob a pressão do medo e ansiedade. Dentro de cada um de nós há um Pedro, que pode falhar ao estarmos sob pressões e lutas.

Ao negar Cristo, certamente Pedro ficou sentindo-se envergonhado e culpou-se por não ter tido coragem em afirmar sua fé e lealdade perante os seus perseguidores.

Antes daquelas negações Pedro havia se gabado de sua lealdade a Cristo, e se julgava mais forte em sua dedicação do que os outros discípulos. Em João 13:37 ele declara “Por ti darei a minha vida”. Em Mateus 26:33 ele afirmara: “ainda que venhas a ser uma pedra de tropeço a todos, nunca o serás para mim”. Essas palavras confiantes de Pedro parecem nos indicar que Pedro acreditava amar a Jesus mais do que os outros discípulos.

Assim, ao negar Cristo, Pedro certamente ficou envergonhado, ao perceber que não era mais especial do que os outros seguidores de Jesus.

As perguntas de Cristo a Pedro

Naquele encontro entre Jesus e seus discípulos, por três vezes Jesus faz a mesma pergunta a Pedro: “tu me amas?”. O elemento chave que estava sendo examinado por Cristo, era o amor de Pedro por Deus e seu reino.

Essa pergunta de Jesus feita a Pedro provavelmente queria dizer: “Você me ama, como você mesmo afirmou, mais do que os outros? Quando Jesus faz esta pergunta, certamente Pedro faz uma rápida avaliação de tudo que havia acontecido.

A pergunta de Jesus a Pedro nos faz pensar sobre nossa própria condição em relação a Deus. Será que amamos a Deus como de fato afirmamos? Será que temos compromisso com Deus, como de fato dizemos?
Mas examinemos as perguntas de Cristo. Nas duas primeiras perguntas feitas a Pedro, Jesus utiliza a palavra Agape. Agape fala do amor incondicional, sacrificial, é um tipo de amor mais elevado. É este amor que devemos ter em nossos corações ao servirmos a Deus: Amor incondicional, amor sem reservas, amor que nos leva a nos entregarmos completamente.
Ao responder Pedro diz: “sim, senhor tu sabes que te amo”. Em sua resposta, Pedro utiliza sempre a palavra Phileo, que fala do amor de um amigo por outro. O amor Phileo não é como o amor Agape. O amor Phileo é menos exigente, tem menor nível de compromisso.
Ao usar a palavra Agape Jesus esta querendo que Pedro entenda a importância de ter seu coração cheio desse amor, incondicional, que não mede sacrifícios para servir ao reino de Deus.

Falemos então, acerca do significado do amor Ágape para nós.

Jesus nos mostra através deste encontro com Pedro, que tudo que realizamos no reino deve ser através do amor. Sendo assim, quando um músico adora sem amor, seu trabalho é vão. Quando um pastor pastoreia sem amor, seu trabalho é vão. Quando um crente evangeliza sem amor, seu evangelismo não tem resultados, pois é o amor que transforma, quebra barreiras.

O amor Agape é tão importante para nós na realização da obra de Deus, como é o oxigênio para os nossos pulmões ou a água para os nossos corpos.

Ao falar da importância do amor em I coríntios 13 Paulo nos ensina: “ 1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. 2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. 3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. ” (1 Coríntios 13:1-3 RA)

Observe bem o que diz Paulo nestes versos. Ele esta nos mostrando que ainda que fossemos capazes de realizar coisas impressionantes como falar a língua dos próprios anjos, ou profetizar, ou conhecer os mais profundos mistérios da humanidade, ou ainda distribuir fortunas, tudo isso seria vão se fosse feito sem amor Agape. Assim, meu irmão o que eu e você estamos fazendo nesta igreja ou fora dela, deve ser feito com amor, para que tenha proveito perante Deus.

A perguntar a Pedro pela terceira vez: “tu me amas”, Pedro fica entristecido, no verso 17. Certamente Pedro fica assim, porque havia percebido que suas palavras ainda não correspondiam a realidade vivida. Certamente Pedro descobre naquele instante que servia a Cristo porem sem muita intensidade e profundidade de compromisso.


Conclusão

Desejo finalizar esta reflexão fazendo referencia a um ultimo detalhe importante que podemos ver neste dialogo entre Jesus e Pedro

Por três vezes Jesus diz a Pedro: “apascenta as minhas ovelhas”. Ao dizer isso, Jesus esta querendo que Pedro compreenda que amor se prova com gestos, não apenas com palavras. Muitas vezes dizemos que Jesus ama aos pecadores, mas será que nós os amamos. Muitas vezes dizemos que Jesus salva, mas será que estamos anunciando esta salvação? Pedro estava repetindo que amava a Cristo, mas Jesus estava lhe mostrando que seu amor seria provado apascentando as ovelhas.

O famoso poeta inglês Williian Shakespeare disse: "Aqueles que não mostram o seu amor, na verdade não amam". Assim sendo, a melhor prova do nosso amor a Deus é dada quando obedecemos sua palavra, e trabalhamos em reino com compromisso e dedicação.

Amem

Comunidade Bíblica Adoração 15 de Junho de 2014.

Pr. Luiz Fernando Massunaga

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Seja Feliz!

O que você tem buscado para sua vida? Nos últimos dias tenho visto pessoas tristes, amarguradas sem saber ao certo que decisão tomar. Muitas vivendo do passado, remoendo amarguras vividas, esquecendo que da mesma forma que fomos magoados, também magoamos nosso próximo, o perdão tem saído dos lábios, mas não do coração. É hora de tomarmos atitude, agirmos com firmeza, com coragem, força e determinação para exercermos a nossa fé, pois, através dela teremos alegria, esperança, saúde, vida, pois, todo dia é dia de perdão é dia de buscar as misericórdias do Senhor. Quebre as barreiras da indiferença, não deixe que a falta de perdão te faça infeliz, tome iniciativa, vou viver o HOJE, vou ser feliz, temos que fazer a diferença, e dessa forma, viver a plenitude do amor, do perdão. Deus quer que você compartilhe sua alegria, seu amor e sua fé. Tome uma decisão... seja feliz! Luciana Nardini

domingo, 13 de outubro de 2013

QUANDO ENTREGAMOS O NOSSO MELHOR PARA DEUS, ELE COMPARTILHA O MELHOR DELE CONOSCO.

Amados irmãos! Amadas irmãs! Colegas e Amigos;
            Que a Graça e a Paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos os presentes nesta hora!
            Eu quero iniciar a homilia de hoje com uma pergunta: O que você possui de melhor? Isso mesmo, o que possui de mais valioso? Pode ser algo que você possua ou algum talento para fazer algo, mas eu quero que você reflita sobre isso, o que você possui de mais importante, mais precioso, mais significativo?

ILUSTRAÇÃO:

Um menino entrou numa loja de animais e perguntou o preço dos filhotes: Entre 300 e 500 reais, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: - Mas, eu só tenho 10 reais. Será que poderia ver os filhotes? O dono da loja chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando. O menino apontou o cachorrinho que mancava e perguntou: - o que é que há com ele? O dono da loja explicou que ele tinha um problema no quadril e andaria daquele jeito para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar: Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja estranhou e falou: -Não, você não vai querer comprar esse. Mas se quiser ficar com ele, eu te dou de presente. O menino emudeceu… Olhou para o dono da loja e falou: "Eu não quero que você me dê, pois aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros. E eu vou pagar tudo. Na verdade, eu ofereço 10 reais agora e 1 real por mês, até completar o preço. Surpreso, o dono da loja falou: Mas este cachorrinho nunca vai poder correr, pular e brincar com você… Sério, o menino levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar… - Veja, ele disse, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso…           
            Realmente aquele cachorrinho estava fadado a nunca ter um dono que o amasse e fosse busca-lo, porém, aquele menininho estava procurando alguém para compartilhar a sua necessidade especial e repartir todo o seu carinho.
            Nesta noite estas palavras são apenas para dizer para vocês meus irmãos, que quando nós entregamos tudo ao Senhor, ele faz tudo por nós!
            Visto isso, convido-vos a abrir as vossas Bíblias em I Reis 17. 1-9. Leiamos...
Sob este texto, quero pregar nesta noite o seguinte tema:

QUANDO ENTREGAMOS O NOSSO MELHOR PARA DEUS, ELE COMPARTILHA O MELHOR DELE CONOSCO.


ELIAS E A PROVIDÊNCIA DIVINA

VOCÊ JÁ TEVE ALGUMA SURPRESA COM DEUS?

OROU... PEDIU ALGO... E DEUS RESPONDEU DE UMA FORMA MUITO DIFERENTE?

Assim aconteceu com Elias

Nos dias de Elias, Israel estava sendo governado por reis maus e idólatras. O texto que lemos, Elias é enviado ao Rei Acabe para anunciar que iria começar um período de seca.

A Bíblia diz o seguinte de Acabe: “E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele…” (I Rs 16.30,31).

Acabe casou-se com Jezabel, filha do rei dos sidônios; casamento este, jamais aprovado por Deus. Tendo uma mulher idólatra, Acabe serviu ao deus Baal e o adorou e conduziu a nação de Israel à idolatria:

“Também Acabe fez um poste-ídolo de madeira e cometeu mais abominações para irritar ao Senhor, Deus de Israel.” 1Re 16.33

Nesse contexto de reis ímpios e idólatras – Surge Elias – o profeta

É um dos personagens bíblicos mais extraordinários e comoventes da Bíblia.
Era um homem simples em sua aparência e no vestir. Em 2 Rs 1.8 temos: “Homem vestido de pelos, com os lombos cingidos com um cinto de couro....” Como tal, é um protótipo de João Batista

No Novo Testamento, quando os evangelhos narram a transfiguração de Jesus .... Elias apareceu junto com Moisés.

Ele era Tesbita ou seja .... natural de Tisbe, que se encontrava na região de Gileade, situada a leste do Rio Jordão.


Diante de rei idólatra este homem é enviado por Deus para falar:

“Em nome do SENHOR, o Deus vivo de Israel, de quem sou servo, digo ao senhor que não vai cair orvalho nem chuva durante os próximos anos, até que eu diga para cair orvalho e chuva de novo.”

Naquela época o povo morava mais no campo do que nas cidades. Se um profeta fala em nome de Deus que haveria seca...isso significa: ... tempos de fome, tempos de miséria e sofrimento...

Interessante notar ... “orvalho nem chuva” haveria....

Um seca tremenda!

Depois ... Deus avisou Elias para sair de onde estava, para protege-lo de alguma perseguição do Rei

E Elias se escondeu ....

Foi morar perto do Ribeiro de Querite ...

Esse riacho ou ribeiro, é um dos muitos que desaguam no Rio Jordão ... Esse local era um vale, com uma passagem estreita e profunda ... sendo um ótimo local para se esconder.

No fundo deste vale, corria um filete de água, um riacho ... chamado Querite.

E lá ficou Elias – no começo da seca .... escondido

O preço de um profeta ao obedecer ao Senhor:

Ø Mas o Senhor não deixou Elias sem alimento

“beberás da torrente, e ordenei aos corvos que ali mesmo os sustentem “

ALIMENTO MANDADO POR DEUS - o cardápio na seca:

Pão e carne e água do ribeiro
Pão e carne pela manhã e ao anoitecer

Alguns ensinos para nós:

Em primeiro lugar,...
F. T.: Quando entregamos o nosso melhor para Deus,
Ele compartilha o melhor dele conosco porque...
I -... Ele é o Deus que nos sustenta (Provisão) V. 04;

QUEM OBEDECE AO SENHOR, MESMO PASSANDO PELA SECA, HÁ O SUSUTENTO

Foi um milagre - os corvos levaram alimento diário para Elias

E duas vezes – pela manhã e ao anoitecer

Elias obedeceu - falou ao Rei que haveria seca – e o que o Senhor fez? Abandonou o profeta? Não

- providenciou um lugar seguro (onde havia um pouco de água)
- e mandou alimento


Este texto mostra

- Obedecer a Deus - muitas vezes é difícil

- Há sofrimento (ficar escondido na seca)

- Mas Deus sustenta >>> não falta alimento!

Assim pode acontecer conosco quando obedecemos: dor, sofrimento, problemas ....

Ø Deus é soberano e está no controle de todas as coisas

Ø Nos momentos de crise, Deus prepara suas provisões para seu povo.
           
DEUS USA INSTRUMENTOS INESPERADOS

O alimento (pão e carne) era levado por corvos.

O corvo que foi usado por Deus para trazer provisões para Elias, era um dos animais que estava na lista dos animais imundos (Lv 11.15).

Em segundo lugar,...
F. T.: Quando entregamos o nosso melhor para Deus,
Ele compartilha o melhor dele conosco porque...
II -... Deus usa o inesperado (Milagre) V. 06;

Deus poderia usar um pombo para trazer o alimento de Elias, mas Ele preferiu usar um corvo.

Isso mostra a soberania de Deus sobre toda a criação

Ø Nós devemos estar preparados para o fato de que Deus – tem poder - para usar os instrumentos mais inesperados para suprir as necessidades do seu povo.
Ø Você que está orando por uma resposta do Senhor ... Deus pode responder de uma forma inesperada ....

O meio de transporte usado por Deus – poderia ser impuro – mas o alimento era puro, saudável.

Quantas vezes Deus agiu de forma surpreendente em sua vida?

- Você esperava algo - você não via saída - e o Senhor surpreende com uma nova resposta
- algo acontece – algo que você não imaginava

Ø Para quem obedece ao Senhor - Deus responde – usando meios que até não entendemos...

O certo é... Deus cuida dos seus filhos... Deus cuida dos que obedecem
Aquele que ouve e pratica a Palavra...

Em terceiro e último lugar,...
F.T.: Quando entregamos o nosso melhor para Deus,
Ele compartilha o melhor dele conosco porque...
III -... Se precisar, Ele usa quem tem menos do que nós para nos socorrer (Dependência em Deus) V. 09.

QUANDO O RIBEIRO SECA, DEUS TEM UM SEGUNDO PLANO

“mas passados os dias, o ribeiro seco, porque não chovia sobre a terra.” V.7

E agora ... O que Elias faria? Como viver sem água. A seca continuou e seco o ribeiro de Querite...··.

Mas Deus tem uma nova resposta:

“vai a Sarepta, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva que te dê comida, então Elias foi ....”

Deus tem um 2º plano - quando se esgotam os recursos do primeiro plano ...
por mais incrível que pareça ... Elias deixaria de ser alimentado por corvos para ser alimentador por uma viúva pobre...

Ø Depois, em sua casa... Leia todo o cap. 17 o que aconteceu...

O QUE ACONTECEU COM ELIAS COM TUDO ISSO:

ELIAS APRENDEU A DEPENDER DE DEUS
: Ao contrário do que muita gente pensa, depender de Deus não é uma tarefa fácil. É preciso ter fé. É preciso obediência.

A trajetória de Elias nos ensina isto:
ora bebendo água de um ribeiro e se alimentando de pão e carne trazidos pelos corvos (I Rs 17.1-6); ora sendo sustentado por uma pobre viúva (I Rs 17.8-16). > Ele aprendeu a depender de Deus. <

ELIAS APRENDEU A CONFIAR EM DEUS

Profetizar no tempo de Elias não foi tarefa fácil. Ele colocou a sua própria vida em risco.
E Elias foi chamado para profetizar exatamente contra aqueles que tinham o poder nas mãos: o rei Acabe e sua ímpia esposa, Jezabel.

Mas Elias não vacilou: Profetizou a falta de chuva e de orvalho (I Rs 17.1); depois .... combateu o pecado de Acabe, chamando-o de perturbador de Israel (I Rs 18.18); desafiou os profetas de Baal (I Rs 18.22-40).

Somente uma confiança inabalável em Deus poderia levar um homem a profetizar naqueles dias.


CONCLUSÕES:

Para quem obedece ao que o Senhor pede, mesmo passando pela seca – há o sustento
Deus usa instrumentos inesperados
Deus sempre tem um segundo plano
Ø Aprenda a depender de Deus
Ø Aprenda a confiar em Deus  

ISAÍAS 12

1 E DIRÁS naquele dia: Graças te dou, ó SENHOR, porque, ainda que te iraste contra mim, a tua ira se retirou, e tu me consolas.
2 Eis que Deus é a minha salvação; nele confiarei, e não temerei, porque o SENHOR DEUS é a minha força e o meu cântico, e se tornou a minha salvação.
3 E vós com alegria tirareis águas das fontes da salvação.
4 E direis naquele dia: Dai graças ao SENHOR, invocai o seu nome, fazei notório os seus feitos entre os povos, contai quão excelso é o seu nome.
5 Cantai ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-se isto em toda a terra.
6 Exulta e jubila, ó habitante de Sião, porque grande é o Santo de Israel no meio de ti.


Amem.



Pr. Luiz Fernando Massunaga


Comunidade Bíblica Adoração. Bauru, 13 de Outubro de 2013.

domingo, 6 de outubro de 2013

DIMINUINDO OS FARDOS ATRAVÉS DO JEITO CERTO DE CARREGÁ-LOS

INTRODUÇÃO

Meus irmãos e minhas irmãs, eu vos saúdo na Paz do Senhor!
(...)
Todos nós já vivemos momentos nos quais nos sentimos cansados e sobrecarregados. Juntamente com esses sentimentos, podemos ter também a sensação de abandono, desânimo, tristeza. A vida moderna nos pressiona com um excesso de atribuições decorrentes dos vários papéis que precisamos desempenhar na família, no trabalho, na sociedade.
Seja qual for o motivo, a melhor coisa que poderia acontecer seria aparecer alguém que nos fizesse sentir que não estamos sós na nossa luta. Já pensou, você está cansado, desanimado, sobrecarregado com as tensões geradas pelas situações difíceis que está enfrentando e de repente recebe um telefonema, uma mensagem de texto, ou a visita de alguém dizendo que todos os seus problemas estão resolvidos? Sim, isso não é impossível, mas, para tanto, é necessário algo da nossa parte.
Quero iniciar a homilia eucarística de hoje com uma ilustração que me surpreendeu muito quando eu a li.

ILUSTRAÇÃO:
O peso de um copo d’água. 

Um conferencista falava sobre gerenciamento da tensão.
Levantou um copo com água e perguntou à plateia:
– Quanto que vocês acham que pesa este copo de água?
As respostas de todos variaram entre 100 e 300 gramas.
O conferencista, então, comentou:
– Não importa o peso absoluto. Depende do tempo que vou segurá-lo. Se o seguro por um minuto, tudo bem. Se o seguro por uma hora, terei dor no braço. Se o seguro durante um dia inteiro, você terá de chamar uma ambulância.
E é exatamente o mesmo peso, mas quanto mais tempo eu passo segurando-o, mais pesado ele vai ficando.
E concluiu:
– Se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde não seremos mais capazes de continuar. A carga vai se tornando crescentemente mais pesada. O que você tem de fazer é deixar o copo em algum lugar e descansar um pouco antes de segurá-lo novamente. Temos de deixar a carga de lado periodicamente, do jeito que pudermos! É reconfortante e nos torna capazes de continuar.
'Se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde não seremos mais capazes de continuar'

Qual é o fardo? Qual é o peso que você carrega? O que tem te angustiado até aqui? O que tem roubado seus sonhos? Tirado seu sono?
Hoje é dia de celebrar a Ceia do Senhor, existe uma mesa preparada diante de nós aqui, e ninguém consegue fazer uma refeição com um fardo sobre suas costas.
Você pode mudar suas perspectivas ainda hoje.
Existe uma maneira melhor de carregar e lidar com todo esse peso.
Sabe como? Eu vou te dizer:
Você que não precisa mais carregar todo esse peso que vem arrastando até aqui sozinho.
Apenas com algumas mudanças na forma de transporte, o peso que leva se tornará relativamente leve, e quando você perceber que não é mais seu esse fardo você estará livre de todo peso. 

Coloquemo-nos em pé, abramos nossas Bíblias em:
Mateus 11. 29. Leiamos:

29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Diante deste texto que nós lemos e diante destas verdades que já temos compartilhado, eu quero vos pregar o seguinte tema:


DIMINUINDO OS FARDOS ATRAVÉS DO JEITO CERTO DE CARREGÁ-LOS.
Mas o que é tomar o jugo de Jesus?

Em primeiro lugar,...
                        F. T.:... Tomar o jugo de Cristo é...
I -... Cumprir as ordenanças do Senhor (Disponibilidade);

DEUS NÃO QUER A NOSSA CAPACIDADE, ELE QUER A NOSSA DISPONIBILIDADE.

2 Co 3:5 diz: “Em nós não há nada que nos permita afirmar que somos capazes de fazer esse trabalho, pois a nossa capacidade vem de Deus.”

A partir do momento que nós olhamos para o Senhor e dizemos: JESUS ME USA, ME USA SOMENTE PARA A TUA GLÓRIAEle vai me usar, Ele vai nos usar e Ele vai nos capacitar, é Dele que vem as nossas habilidades, os nossos talentos. É o Senhor que vai nos capacitar pra gente fazer o que Ele deseja.
Algo interessante, um dia eu estava lendo um livro e numa parte do livro dizia: Vários estudos comprovam que uma pessoa COMUM… uma pessoa Comum. Eu, você, nós. Certo? Tem algum louco aqui? Acho que não né... rsrs
Uma pessoa comum possui de 500 a 700 habilidades diferentes cada uma. Uau!!
Isso quer dizer que VOCÊ possui 500 a 700 habilidades diferentes das minhas, diferentes das de outras pessoas.
Todas as nossas habilidades foi o Senhor que nos deu, para usarmos na Obra Dele.
Agora, se olharmos para dentro da igreja, contando nossas habilidades… 500, 1000, 1500... O espaço será pequeno correto… e aí alguém pode falar… Para, isso é coisa de doido e nós vamos poder dizer isso é coisa de Deus. O nosso Deus é Grande, é Imenso e as Obras do nosso Deus são Grandiosas, vamos olhar para o Céu, imenso, o Mar então, nossa… não vemos fim, e agora olhamos para nós.
VOCÊ É OBRA DE DEUS? ENTÃO VOCÊ É UMA OBRA GRANDIOSA!
Algumas vezes até conseguimos identificar algumas habilidades: Como ela cozinha muito bem… Como ele fala bem em público… ou como ela canta bem, são algumas das muitas habilidades que o Senhor deu, são talentos vindos de Deus, pois foi Ele quem nos fez, nos fez em detalhes, como tudo que fez e faz.
Porém, muitas habilidades nossas estão dentro de nós adormecidas, escondidas muitas vezes por nós mesmos... Ah eu não vou dar o meu testemunho… porque eu vou ter que falar em público, e seu eu gaguejar vão rir de mim, ou, e se eu falar algo errado… ou Ah eu não vou abrir um culto, afinal eu sei pouca coisa… nós mesmos dificultamos e começamos a criar vários argumentos.
Daí você pergunta para o Senhor: Deus, se realmente eu tenho esse monte de habilidades que esses estudos dizem como eu identificarei as minhas? Como? E o Senhor nos responde: Tiago 4:8:
“Aproximem-se de Deus e Ele se Aproximará de vocês” “Cheguem perto de Deus e Ele chegará perto de vocês”.
Assim, a partir do momento que o Senhor está perto de nós, (Ele que é cheio de Poder, de Toda a Glória), as nossas habilidades, os nossos talentos vão sendo revelados e nós através do Espirito sendo conduzidos a fazermos aquilo que Ele quer que façamos aqui na terra.

Em segundo lugar,...
                        F. T.:... Tomar o jugo de Cristo é...
II -... Tornar-se Aluno do Mestre (Humildade para aprender);

DISCÍPULO NÃO ESTÁ ACIMA DE SEU MESTRE
Embora o termo discípulo ocorra 150 vezes nos evangelhos sinópticos, nas palavras de Jesus ele só é encontrado 9 vezes. Isto que dizer quer ditado que vamos meditar é muito importante para compreender como jesus encarava o modelo se de ser discípulo dele.

LIMITAÇÃO, IMITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO.

 A LEI DA LIMITAÇÃO: O MESTRE É O LIMITE
“O discípulo não está acima do mestre: todo aquele, porém, que for bem instruído será como seu mestre” (Lucas 6.40). Jesus enunciou assim o princípio da Limitação do aluno ao seu professor. O máximo que um discípulo conseguirá, depois de aprender tudo, é ser igual ao seu mestre. Este princípio vale para a maioria das áreas da vida, mas especialmente para a vida espiritual.
Jesus ilustrou este princípio com a parábola do cego que guia outro cego:
Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova?
O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre. (Lucas 6. 39-40).

Se o mestre for “cego”, seus alunos não serão melhores do que ele.

Lucas 6. 41-44:
E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho?
Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
Porque não há boa árvore que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto.
Porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto; pois não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.

A LEI DA IMITAÇÃO: O MESTRE É O EXEMPLO
João 13. 15-17:
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.
Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.

O Princípio da imitação foi enunciado em um momento da vida dos discípulos. Eles estavam recusando a tarefa de lavar os pés um dos outros antes da refeição. Ninguém queria “rebaixar-se” para servir os outros. Jesus levanta-se então da mesa, e tirando sua roupa de cima, começou a lavar os pés dos discípulos.
            Depois perguntou: “Compreendeis o que eu fiz?” A lição era obvia, Jesus enunciou-a com mais clareza ainda quando explicou:

“Se eu, sendo o Senhor e o mestre, voz lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros”. (João 13.14).

O discípulo deve ser imitar seu mestre acima de tudo. Isso é ser cristão. Devemos estar dispostos para realizar qualquer tarefa que o Mestre faria. Vamos imitar o nosso Mestre, pois o discípulo não está acima do mestre.

A LEI DA PARTICIPAÇÃO: O MESTRE É A CONSEQUÊNCIA

(João 15. 20)

Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu SENHOR. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Advertência e privilégio. O discípulo participa da vida e obra do Mestre. Na verdade, o discípulo é o continuador da obra do mestre, de modo que ele também recebe a mesma proposta que o mestre recebeu:

Da mesma maneira que muitos odiaram o mestre, odiarão os discípulos dele.
Da mesma forma que alguns amaram o Mestre, amarão os discípulos dele.

Esta é a lei da participação. O discípulo de Cristo participa daquelas mesmas coisas que Cristo participou. Coisas boas e coisas desagradáveis. É um engano pensar que seremos melhores ou mais bem-sucedidos do que o nosso Mestre. Jesus é o exemplo e limite. Dele não podemos passar. A consequência de ser discípulo é ser tratado como trataram nosso Mestre.

Mateus 10. 24 e 25:
Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor.
Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?

O discípulo recebe as consequências da vida do mestre. Logo depois disto, o texto diz três vezes: “Portanto, não temais” (Mateus 10. 26, 28, 31). Não devemos temer, mas ficar alegres por ser “co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também a revelação da sua glória vos alegreis exultando” (1 Pedro 4. 13).
A maior glória do discípulo é ser identificado com o seu mestre.


APLICAÇÃO:
1.    Escolha bem seu Mestre. Esse lugar pertence somente a Jesus. A quem nós temos seguido?
2.    Imite Jesus. A razão de sermos discípulos é aprender dele e imitá-lo.
3.    Participe da missão de Jesus. Perseguição no meio de pregação foi a marca do ministério de Cristo e dos primeiros discípulos. Também deve ser a nossa marca. Não se trata de buscar uma “oposição gratuita”, mas, sendo como o Mestre, seremos perseguidos.

Em terceiro e último lugar,...
                        F. T.:... Tomar o jugo de Cristo é...
III -... Encontrar alívio somente em Deus (Suficiência em Jesus).

Deus – nosso alívio e salvação

“Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo! Deus é a nossa salvação. O nosso Deus é o Deus libertador; com Deus, o Senhor, está o escaparmos da morte.” (Salmos 68:19-20)

”Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa-te em valer-me, pois tu és o meu amparo e o meu libertador. Senhor, não te detenhas!” 
(Salmos 70:5)

Não há outro, nem outro lugar que podemos ou devemos recorrer que não seja o Senhor. Ele é quem nos guarda, quem nos sustenta, quem nos alivia e nos propicia descanso para as nossas almas. Ele é o nosso provedor, nossa alegria e nossa paz. Mesmo em muita tribulação, mesmo em muitas lutas, o descanso, a mansidão, somente procedem do trono de Deus. Pois ele nos dá o descanso e o conforto que a nossa alma tanto necessita.  Mesmo que o corpo seja destruído, mesmo que tudo pereça, mesmo que percamos todas as coisas que temos; precisamos aprender a descansar no Deus de nossa salvação.
Quando o Senhor disse que era para largarmos o nosso fardo e pegarmos o seu, ele estava nos apresentando uma nova forma de viver. Ele nos trazia uma nova perspectiva de vida. Uma vida não mais baseada na carne, no pensamento humano; mas agora, na ótica e perspectiva de Deus, onde valores são alterados, onde prioridades são mudadas.
Por que o fardo do Senhor é leve e o seu jugo é suave?
Por que neles não existe a escravidão do pecado, a escravidão da nossa natureza humana, do desejo, ansiedade, busca e cobiça de alcançar as coisas somente para nós, para satisfazer o nosso ego. O nosso Deus nos apresenta a verdadeira razão de viver, o motivo de depender uns dos outro, a perspectiva da vida sobre a sua natureza.
Quando compreendemos isso, e temos o entendimento que é mais importante dar que receber; ajudar que ser ajudado, amar, honrar, abrir mão do que pensa e acha, é que compreendemos a verdadeira vida que está em Deus e que ele nos concede por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Quando entendemos a natureza e o princípio de vida contido em Deus, o nosso Deus, e o que nos ensina o Pai, o filho e o Espírito Santo, então, conseguimos entender a nossa condição de miserabilidade diante da sua face, e confessamos a nossa inteira dependência. Confiamos que ele é quem cuida de nós, que nos sustenta, quem nos dá vida e quem nos propicia o verdadeiro alívio e descanso para as nossas almas.

CONCLUSÃO:

Não existe outro lugar, não existe em ninguém mais o buscar a vida, nem em nós mesmos, mas aprendemos com o Senhor, que para vivermos, para experimentarmos a verdadeira vida, precisamos morrer para nós mesmos, depositar aos pés da cruz o nosso fardo (nossas vidas, nossas ansiedades, nossas preocupações), e pegar o fardo do Senhor. Pois somente nele encontramos a verdadeira paz, alívio, descanso e salvação.
Aprendamos a olhar as coisas com os olhos do Senhor, com a sua natureza, que recebemos no novo nascimento. Mas para que esta vida flua em nós e através de nós, precisamos morrer para a nossa natureza e consumar na carne a obra que o nosso Deus fez em Cristo Jesus através da cruz, onde morremos com ele para este mundo e para nós mesmos.
Amém.



Pr. Luiz Fernando Massunaga

Comunidade Bíblica Adoração. Bauru, 06 de Outubro de 2013.